Constellation e Aster Fundem Operações para Competir no Mercado Brasileiro
Em um movimento que visa dar às duas gestoras de ações musculatura para competir no mercado brasileiro, as empresas Constellation e Aster anunciaram a fusão de suas operações. A decisão é estratégica, com o objetivo de fortalecer suas posições no mercado ao retornar da pandemia e do período de baixa liquidez.
A fusão visa aproveitar a experiência e a expertise das duas equipes, criando uma gestora mais forte e competitiva. Marcello Silva, fundador da Aster, já havia trabalhado na Constellation por mais de uma década antes de deixar a empresa em 2021 para criar sua própria gestora. A proximidade entre as duas empresas vai além da experiência de trabalho de Marcello, pois ambas compartilham uma filosofia de investimento e cultura semelhantes.
A fusão é considerada um passo importante para que as duas gestoras possam ser protagonistas no mercado. Com a união, a Constellation passa a ter cerca de 30 funcionários, resultado da integração das equipes e eliminação de duplicidades. A estratégia de investimento também será unificada, com o portfólio da Aster convergindo para ser semelhante ao do fundo long only da Constellation.
A marca Aster não mais existirá após a fusão, enquanto a estrutura organizacional e os veículos de distribuição serão ajustados. A união também implica na mudança no papel dos sócios da Aster, que passarão a ser sócios da Constellation ao adquirirem participações pelo valor patrimonial. Com isso, a gestora terá uma base sólida para competir no mercado, especialmente quando o fluxo de investimentos voltar.
A combinação das operações das duas empresas resulta em um patrimônio combinado de R$ 3 bilhões. A fusão é considerada estratégica e ambiciosa, com a expectativa de que a Constellation possa se destacar no mercado brasileiro, aproveitando as experiências e habilidades das duas equipes. Com a união, a gestora passará a ter uma presença mais forte e sólida, o que deve ser positivo para os investidores e o mercado em geral.