Blocos de concreto com resíduo de granito: Conheça essa alternativa em estudo para a construção civil

Lara Montavia
Lara Montavia
Diohn do Prado

Segundo o diretor administrativo, Diohn do Prado, os blocos de concreto com resíduo de granito têm ganhado espaço em estudos ligados à construção civil, especialmente diante da necessidade de reduzir a extração de areia natural. Desse modo, a discussão deixou de ser apenas ambiental para se tornar também técnica, já que os pesquisadores buscam validar o desempenho estrutural dos blocos produzidos com o material reaproveitado.

Assim sendo, pesquisas testam diferentes formas de substituição, avaliando resistência, absorção de água e custo do produto final. Nos próximos parágrafos, detalharemos como esse processo funciona, quais desafios ele enfrenta e por que o tema desperta interesse crescente entre fabricantes e pesquisadores da área.

Por que a areia está sendo parcialmente substituída nos blocos de concreto?

A extração de areia natural provoca erosão em leitos de rios e reduz reservas próximas aos centros urbanos, o que eleva o custo logístico da produção de blocos. Diohn do Prado informa que essa pressão sobre os insumos tradicionais levou pesquisadores a testar resíduos industriais como alternativa, entre eles o pó e os grãos descartados no beneficiamento do granito.

Essa busca por substitutos não parte apenas de uma preocupação ambiental isolada. Ela também responde a uma lógica econômica, já que, em muitas regiões, o transporte da areia até as fábricas encarece o produto final, tornando o resíduo local uma opção logisticamente mais vantajosa para os fabricantes de blocos.

Como funciona a substituição do resíduo de granito nos blocos?

Os testes substituem parcialmente a areia por resíduo de granito, mantendo cimento e água nas dosagens convencionais e reservando ao material reaproveitado apenas uma fração minoritária da mistura total. Tal como ressalta Diohn do Prado, essa cautela evita perda excessiva de resistência mecânica e permite avaliar o comportamento do bloco em condições próximas às de uso real na obra.

Diohn do Prado
Diohn do Prado

Assim sendo, o equilíbrio entre resíduo e insumos tradicionais é o ponto mais delicado do processo, pois cada tipo de granito descartado tem granulometria e composição próprias, o que exige ajustes específicos conforme a origem do material utilizado em cada teste. Tendo isso em vista, entre os principais aspectos avaliados nos ensaios laboratoriais estão:

  • Resistência à compressão, comparada a blocos convencionais;
  • Absorção de água, relacionada à durabilidade da peça;
  • Trabalhabilidade da mistura durante a moldagem dos blocos;
  • Impacto ambiental, pela redução do descarte irregular do material.

Esses critérios ajudam a mostrar se o resíduo de rocha tem viabilidade além do discurso sustentável, entrando também no campo do desempenho técnico exigido pela construção civil.

Aplicação prática e desafios para a produção em escala

O maior desafio não está na tecnologia de mistura, mas na logística de fornecimento constante do resíduo, já que a geração depende da atividade das marmorarias locais. Conforme destaca o diretor administrativo, Diohn do Prado, sem um fluxo regular, a produção em escala industrial fica limitada a regiões próximas aos polos de beneficiamento de rochas.

Nessa mesma lógica, o aproveitamento representa uma resposta prática a um problema real de descarte, unindo redução de custo ambiental à busca por insumos alternativos, o que pode justificar um investimento contínuo em pesquisas aplicadas nesse segmento da construção civil.

O caminho dos blocos de concreto com resíduo de granito na construção civil

Esse cenário serve como uma etapa de transição, em que a comprovação técnica precisa acompanhar o avanço da disponibilidade do resíduo. O uso de blocos de concreto com resíduo de granito ainda depende de normatização mais ampla, mas os testes já indicam um caminho consistente para reduzir a dependência da areia natural sem comprometer a qualidade estrutural das construções.

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