Haeckel Cabral Moraes explica que a contratura capsular é uma das intercorrências mais discutidas no universo da mastoplastia de aumento, manifestando-se quando a cicatriz interna ao redor do implante se torna excessivamente rígida. O corpo naturalmente cria uma cápsula fibrosa para isolar o silicone, o que é um processo esperado e saudável.
O problema surge quando essa membrana sofre um encolhimento anormal, exercendo pressão sobre a prótese e alterando a estética mamária. Convidamos você a explorar os próximos parágrafos para compreender como identificar e tratar essa condição de forma definitiva.
Quais são os diferentes graus de intensidade da reação tecidual?
Existem diferentes graus de intensidade para essa reação tecidual, variando desde um leve endurecimento até deformidades visíveis acompanhadas de dor. Conforme explica Haeckel Cabral Moraes, as causas exatas ainda são estudadas, mas fatores como contaminação bacteriana subclínica e hematomas não drenados podem desencadear a resposta inflamatória exacerbada.
A escolha de implantes com superfícies tecnológicas e o uso de técnicas assépticas rigorosas são as principais ferramentas de prevenção durante o ato cirúrgico. A genética da paciente e o tabagismo também influenciam a qualidade da cicatrização interna e o risco de retração da cápsula.
Quais são os estágios de classificação da contratura?
Segundo o que aponta Haeckel Cabral Moraes, a gravidade da contratura capsular é geralmente medida pela Escala de Baker, que ajuda a nortear se o tratamento deve ser apenas observacional ou cirúrgico. Nos graus I e II, a mama mantém um aspecto natural e o desconforto é mínimo ou inexistente, permitindo um acompanhamento preventivo.

Entretanto, nos graus III e IV, a mama torna-se visivelmente endurecida, distorcida e dolorosa, exigindo uma intervenção para restaurar a saúde dos tecidos. Nestes estágios mais avançados, o impacto psicológico sobre a paciente costuma ser significativo, uma vez que a harmonia estética é comprometida pela rigidez do colo.
Como funciona o tratamento cirúrgico definitivo?
A abordagem para tratar a contratura capsular evoluiu para técnicas que priorizam a remoção completa da membrana endurecida, processo conhecido como capsulectomia. De acordo com o médico Haeckel Cabral Moraes, essa conduta permite que o novo implante seja posicionado em um ambiente livre de tecidos fibróticos antigos, reduzindo drasticamente as chances de recidiva do problema no futuro.
Abaixo, descrevemos as principais etapas e opções terapêuticas aplicadas nestes casos:
- Capsulectomia total para a retirada completa da cápsula fibrótica e inflamada;
- Troca do plano de colocação, migrando a prótese de cima para baixo do músculo peitoral;
- Substituição por implantes com revestimento de poliuretano, que possuem menores taxas de rejeição;
- Uso de lavagens com soluções antibióticas no espaço cirúrgico para eliminar biofilmes bacterianos.
Essas manobras visam redefinir o espaço mamário e garantir que a nova prótese tenha a mobilidade adequada. Após a cirurgia, a paciente deve seguir um protocolo de recuperação rigoroso, incluindo o uso de medicações específicas que auxiliam na modulação da resposta inflamatória. A correção da contratura é uma oportunidade de refinar o resultado anterior, devolvendo à mulher o conforto físico e a autoconfiança com o seu contorno corporal.
O manejo da contratura capsular
A contratura capsular não deve ser motivo de pânico, mas sim de uma conduta médica assertiva e planejada por profissionais experientes. Ao entender que o corpo reage de forma individual a corpos estranhos, o paciente consegue lidar melhor com a necessidade de revisões técnicas quando elas se fazem presentes. Manter o acompanhamento regular e escolher tecnologias de ponta são os passos decisivos para que a sua jornada com o silicone seja marcada pela segurança e pela satisfação estética duradoura.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez