Como menciona o empresário e sócio do Grupo Valore+, Vitor Barreto Moreira, os negócios no Brasil exigem adaptação, rapidez e capacidade de lidar com incertezas, mas confiar apenas no improviso não é suficiente para sustentar o crescimento ao longo do tempo. Ao longo deste artigo, a proposta é analisar por que a cultura do improviso, apesar de comum, limita a evolução das empresas, quais são seus impactos na operação e como a combinação entre estratégia, organização e disciplina se torna essencial para quem deseja construir resultados mais sólidos e duradouros.
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Por que o improviso é tão comum nos negócios no Brasil?
Segundo Vitor Barreto Moreira, o improviso se tornou frequente nos negócios no Brasil porque o ambiente muitas vezes exige respostas rápidas diante de cenários instáveis. Mudanças repentinas em custos, regras ou condições de mercado levam empresas a agir de forma imediata para não perder oportunidades ou evitar prejuízos. Essa capacidade de reação é, sem dúvida, uma competência importante. No entanto, ela não deve ser confundida com modelo de gestão.
Outro fator que reforça o improviso é a ausência de estrutura em muitas empresas, especialmente nas fases iniciais. Negócios que começam de forma enxuta, sem processos definidos ou planejamento mais detalhado, acabam criando soluções pontuais para cada problema que surge. Com o tempo, essas soluções se acumulam e passam a compor a rotina, mesmo que não sejam eficientes no longo prazo.
Além disso, existe uma valorização cultural da habilidade de resolver situações no momento, o que pode reforçar a ideia de que planejamento não é tão necessário. No entanto, essa visão ignora um ponto importante. Resolver problemas rapidamente é útil, mas evitar que eles se repitam é ainda mais estratégico. O improviso resolve o imediato. A gestão estruturada previne o recorrente.
Quais são os riscos de manter a gestão baseada no improviso?
De acordo com o empresário Vitor Barreto Moreira, um dos principais riscos é a falta de previsibilidade. Empresas que dependem do improviso têm dificuldade em projetar resultados, organizar recursos e tomar decisões com base em cenários mais claros. Isso impacta diretamente o crescimento, já que a expansão exige controle, consistência e capacidade de replicar processos com qualidade.

Outro problema relevante, conforme Vitor Barreto Moreira, é o aumento do retrabalho. Quando não há processos bem definidos, cada situação precisa ser resolvida novamente, o que consome tempo, gera desgaste e reduz a eficiência operacional. Com o passar do tempo, esse modelo se torna insustentável, especialmente à medida que a empresa cresce e aumenta a complexidade de suas atividades.
Como substituir o improviso por uma gestão mais estruturada?
O primeiro passo é reconhecer que organização não limita a flexibilidade, mas a fortalece. Empresas estruturadas conseguem reagir melhor justamente porque possuem base sólida. Definir processos, estabelecer prioridades claras e organizar fluxos de trabalho ajuda a reduzir a necessidade de improvisação constante e cria um ambiente mais previsível.
Outro ponto importante é investir em planejamento realista. Isso não significa tentar controlar todas as variáveis, mas construir cenários, definir metas alcançáveis e acompanhar resultados com regularidade. O planejamento funciona como orientação, permitindo ajustes mais conscientes ao longo do caminho, em vez de respostas impulsivas a cada mudança.
Por fim, Vitor Barreto Moreira enfatiza que é fundamental utilizar dados como suporte para decisões. Organizar informações, acompanhar indicadores e analisar resultados com frequência permite identificar padrões, antecipar problemas e agir com mais precisão. Quando a gestão se baseia em dados, a empresa reduz a dependência de tentativas e erros e passa a operar com mais consistência.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez